A Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Regional São Paulo (HRSP) promove, nos dias 21 e 28 de outubro, capacitações direcionadas aos colaboradores do hospital. Os eventos terão como temática os cuidados com pacientes em tratamento para doenças sem possibilidade de cura, as estratégias na busca pelo bem-estar e pela qualidade de vida deles e as formas de comunicação das más notícias.
Os dois eventos acontecem no auditório do HRSP. A primeira palestra, no dia 21, será conduzida pelo médico intensivista do HRSP, Dr. Jener Bueno. A formação terá como tema a “Comunicação de más notícias na prática clínica. Como conduzir conversas difíceis com segurança, empatia e método” e tem início marcado para as 13h30.
Já no segundo dia, 28 de outubro, a capacitação será com a enfermeira especialista em Urgência e Emergência, Cardiologia, Cuidados Paliativos e Terapia da Dor e Tanatologia e, atualmente, estudante de Terapia Intensiva pelo Hospital Israelita Albert Einstein, Emanuela Dallacort Basso. O tema a ser abordado é: “Quando curar não é mais possível: Ainda há muito a cuidar”. A formação está marcada para as 09h.

A psicóloga e coordenadora da Comissão de Cuidados Paliativos do Hrsp, Charlise Pereira, diz que falar sobre cuidados paliativos é, acima de tudo, falar sobre a essência do cuidar. “No ambiente hospitalar, somos constantemente desafiados a unir conhecimento técnico, sensibilidade e empatia, especialmente diante de situações que envolvem sofrimento, fragilidade e decisões difíceis”, destaca.
Ela também defende que o trabalho desenvolvido pela comissão busca garantir a formação permanente dos profissionais sobre cuidados paliativos, com foco em ampliar os conhecimentos, estimular reflexões e fortalecer uma assistência mais qualificada, ética e humanizada. “Nossa expectativa é que esses encontros proporcionem momentos enriquecedores de troca de experiências e sensibilização, reforçando que cuidar vai muito além de tratar uma doença: É também saber comunicar com empatia, aliviar o sofrimento, proporcionar conforto, preservar a dignidade e acolher pacientes e familiares em momentos de vulnerabilidade”, alega Charlise.

