14 de outubro de 2026 Notícias

Diretores, contadores e profissionais do jurídico de hospitais da região participam nesta quarta-feira (14), em Xanxerê, do PROAGS (Programa de Atualização dos Gestores na Saúde de Santa Catarina). Em pauta está a Reforma Tributária e os impactos nos hospitais filantrópicos. O evento é promovido pela Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina (AHESC) e a Federação de Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Santa Catarina (FHESC), e a 8SR Gestão & Valor em Saúde. O Hospital Regional São Paulo (HRSP) é o anfitrião do encontro que acontece na sede da Associação dos Funcionários e Amigos do Hospital São Paulo (AFAHSP).


A abertura do encontro contou com a participação do Diretor Executivo da AHESC, Alciomar Marin; da Presidente da FHESC e Diretora Geral do HRSP, Ir. Neusa Lúcio Luiz; e do Diretor Administrativo do HRSP, Fábio Lunkes; e Luis Santin, CEO da 8SR Gestão & Valor em Saúde.


Ir. Neusa Lúcio Luiz explica que “o PROAGS é realizado anualmente pela AHESC e pela FHESC, em várias regiões do Estado, com o objetivo de atualizar e capacitar profissionais que atuam na gestão de instituições hospitalares. Neste ano, a capacitação pautou como tema a Reforma Tributária, tendo em vista atenção que o assunto exige das instituições de saúde diante das mudanças nas regras de tributação e dos reflexos na gestão administrativa, contábil e jurídica,” esclarece.


Alciomar Marin destaca que a AHESC e a FHESC atuam de forma conjunta na representação e no fortalecimento do setor hospitalar e filantrópico de Santa Catarina. “Por meio do PROAGS, as entidades promovem a troca de conhecimentos e a preparação dos gestores para os desafios que afetam a sustentabilidade e a administração dos serviços de saúde,” enfatiza.
O palestrante do evento é o advogado tributarista Rodrigo R. Dias Reis. O especialista em tributos diretos e indiretos destaca que a atualização dos gestores contribui para decisões bem fundamentadas e para a continuidade dos serviços prestados à população catarinense.


Luis Santin, CEO da 8SR Gestão & Valor em Saúde, enfatiza que “a 8SR atende vários hospitais do Estado, realiza assessorias e consultorias e a partir da parceria com a AHESC e a FHESC, disponibiliza palestrantes e profissionais especializados para ministrarem assuntos específicos e de relevância para os associados. Desde o início do PROAGS, já foram capacitados mais de dois mil profissionais,” informa Santin.

Hospitais filantrópicos sustentam a saúde em SC e no Brasil


Dados apresentados pela AHESC e FHESC no evento mostram que os hospitais filantrópicos não são apenas parte da rede de saúde, eles são a base do sistema. De acordo com as entidades, os hospitais filantrópicos concentram 62% dos hospitais e leitos de Santa Catarina e são responsáveis por até 70% dos atendimentos do SUS no Estado.


Em Santa Catarina, dos 246 hospitais existentes, 151 são filantrópicos. Em relação aos leitos, dos 18.363 leitos do Estado, 11.280 estão nos hospitais filantrópicos. Desses, 9.000 são destinados ao SUS, ou seja, 80%.


A capilaridade é outro ponto que chama atenção. Em 106 municípios catarinenses com menos de 50 mil habitantes, há um hospital filantrópico. Isso representa 70% de todas as unidades filantrópicas do Estado.


Em 109 municípios, o hospital filantrópico é o único existente, o que corresponde a 72% do total. Os filantrópicos também são responsáveis pela alta complexidade. Em Santa Catarina, 53% de todos os leitos de UTI Adulto e Neonatal estão nessas instituições. Em média, elas respondem por 70% de todo o atendimento SUS no Estado, incluindo internações, média e alta complexidade, oncologia, cardiologia e, principalmente, cirurgias.


Os números nacionais reforçam a importância do setor. De acordo com os Indicadores da Confederação das Santas Casas (CMB/2025), os hospitais filantrópicos no Brasil respondem por 68,2% dos transplantes realizados, 62,6% dos procedimentos oncológicos do SUS, 60% das internações de alta complexidade e 40% das internações de média complexidade. O levantamento traz ainda um alerta: a densidade de leitos no Brasil é de 2,1 leitos para cada 1.000 habitantes, índice abaixo dos 3,2 leitos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).